Czechvar Budvar – Czech Lager

Um clássico é um clássico e merece ser revisitado sempre!

Czechvar, nome difícil!

Foto contém um copo e uma garrafa de cerveja ao fundo
Czechvar

Se existe uma coisa que não sai de moda, são as cervejas clássicas. Essas têm lugar garantido no coração da gente e toda vez que revisitamos, aquela sensação que tivemos da primeira vez que tomamos determinado rótulo, volta. Tô errado?

Hoje eu falo, com maior prazer, da Czechvar, uma cerveja tcheca de uma centena de anos que entra década e sai década, continua maravilhosa.

Czech Lager

Foto contém um copo e uma garrafa de cerveja ao fundo
Czechvar.

Enquanto o mundo só conhecia das Ales, um cervejeiro alemão desenvolvia na Republica Tcheca uma receita que usava uma nova variedade leveduras que fazia parte de uma família recém descoberta: as Lagers.

Cervejas deste estilo começavam a engatinhar na Europa, principalmente na Alemanha e na Republica Tcheca. Estilo que proporciona um líquido de coloração amarelo ouro, formação de espuma abundante e cremosa, líquido límpido e que para dar certo precisava fermentar em temperaturas mais baixas, melhor ainda se fosse em cavas subterrâneas que garantiriam essa temperatura ideal.

Não só isso, com o avanço da Revolução Industrial, uma série de máquinas de refrigeração começavam a pipocar pela Europa, o que garantiria as cervejas lagers um excelente benefício: serem transportadas e entregues em várias cidades europeias. Além da Czechvar, cito como exemplo e 1975 e a Pilsner Urquel (essa a receita original das verdades Pilsens). Uma coisa mega importante:  isso que tomamos a vida toda, a tal “loira gelada” é uma American Standard Lager e não uma boa pilsner original, como manda o regulamento.

Czechvar, prazer!

Czechvar

Muito bem, falemos então da convidada de hoje!

Trata-se de uma Czech Lager com 5% de graduação alcoólica.

Vertida no copo, apresentou bonita coloração amarelo ouro tendendo ao laranja. Líquido límpido, claro, com boa formação de espuma densa e cremosa.

No nariz, o aroma é recheado de cereais e muito floral de lúpulo, proporcionado pelo intenso uso do tcheco Saaz. Panificação pode ser percebida ao fundo, leve, mas evidente.

Na boca, mais cereais acompanhados por sutil DMS e muito floral de lúpulo novamente. Percepção de amargor baixíssimo, baixo corpo, média alta/carbonatação. Sua função ao mundo é: matar a sede de bebedores de cervejas!

Que cerveja excelente! Suave, refrescante, leve, assassina de paladares secos. Perfeita para acompanhar seu dia a dia ou até mesmo brincar de sommelier e harmonizar com um churrasquinho mais leve. Comprei no Clube do Malte.

Saúde!

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